domingo, 28 de junho de 2015

O Museu de Arte Moderna de Trujillo, Peru

Museo de Arte Moderno, Trujillo, Peru
O nome completo é Museu de Arte Moderna Gerardo Chavez. Nunca tinha ouvido falar do artista? Nem eu! Gerardo Chavez é de Trujillo e foi reconhecido em 2012 como o artista plástico peruano mais importante ainda em atividade. O museu é mantido por uma parceria da Fundação Gerardo Chavez com a UPAO - Universidad Privada Antenor Orrego. Ele fica em uma chácara um pouco afastada do centro de Trujillo. Como não é surpresa no Peru, as salas não são climatizadas! Ainda assim, vale a visita. Vamos a algumas fotos do acervo.
Museo de Arte Moderno, Trujillo, peru

Museo de Arte Moderno, Trujillo, Peru

Museo de Arte Moderno, Trujillo, Peru

domingo, 21 de junho de 2015

MAC Lima, o Museu de Arte Contemporânea da capital peruana

Museu de Arte Contemporânea Lima
Estive no MAC de Lima em fevereiro de 2013 com a querida Manu Tessinari do ótimo Cup of Things. O espaço que o museu ocupa - três galpões de pé direito alto e estrutura de ferro e vidro - é muito bom, mas não existe climatização, o que fez falta no verão limenho. 
O museu recebe exposições temporárias de artistas peruanos e estrangeiros. Vimos uma ótima exposição de duas artistas peruana, Eliana Otta e Sandra Nakamura, que em suas obras retratam as mudanças sociais ocorridas na cidade nos últimos anos.
Museu de Arte Contemporânea de Lima


Museu de Arte Contemporânea de Lima


Museu de Arte Contemporânea de Lima

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Informe Machu Picchu: estação de Poroy em Cuzco fechada até abril/2015

Só vi hoje, mas desde janeiro o percusso de trem de Cuzco à Aguas Calientes , a cidade-base que dá acesso a Machu Picchu, está sendo feito por ônibus mais trem. Um ônibus sai da estação de Wanchaq , localizada a 5 minutos do centro de Cusco, e leva os passageiros para a estação de Pachar, perto da estação Urubamba. Esse trajeto curto de 60 km demora 2h20 para ser feito! De Pachar para Aguas Calientes são mais 2h10, agora sim, de trem!
Mais um bom motivo para você pegar o trem que na estação de Urubamba no Vale Sagrado!
Fique atento ao site da Peru Rail! Detalhes aqui.
Todos os posts das viagens ao Peru estão aqui
Foto: Lu Maheiros

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Hospedagem em Trujillo, Peru: Plaza Trujillo Hostel Turístico

O Plaza Trujillo Hostel Turístico é um hotel bem localizado e, pelo preço, achei que oferece um bom serviço.
Encontrei um quarto amplo, limpo e sem carpete.
O quarto não tem cortina blackout e fica bem claro.
Uma nota importante: só há ventilador! Nada de ar condicionado, mas isso não fez falta quando fui.

domingo, 10 de agosto de 2014

12 dicas para usar bem o metrô da Cidade do México

1. O preço é excelente, 5 pesos (cerca de US$0,40 ou menos de R$1!) independente da distância percorrida. Dá para comprar um cartão magnético nas bilheterias por 10 pesos e carregar com um valor para múltiplas viagens. É bastante prático para quem pretende usar muito o metrô (eu!), pois evita filas. Não há caixas automáticos para compra/recarga de cartão.
2. A rede do metrô é ótima e te leva para quase todos os lugares turísticos que você quer visitar.
3. Apesar da ótima rede e do preço, as estações são bem simples. A maioria das composições não tem refrigeração e, mesmo no inverno, faz um calor danado lá dentro!
4. Em muitas estações não há escadas rolantes. Às vezes, nem para subir... Elevador é coisa raríssima. Vi na estação Centro Médico :-)
5. Toda a estação tem um logotipo que a identifica. Ajuda bastante. A que encabeça o post é do metrô Polanco.
6. Há vendedores nos vagões. Vende-se desde livro de eletrônica até brinquedo de criança. Às vezes, há música ao vivo ou uma pessoa com um gravador e uma caixa de som tocando antigas canções e pedindo dinheiro. Ou ainda vendendo um CD caseiro.
7. O metrô fica lotado no horário de rush (7h às 9h30 e de 18h às 20h30), nesse horário não há vendedores nem músicos nos vagões por absoluta falta de espaço. Evite.
8. Na hora do rush, os dois primeiros vagões da composição são destinados à mulheres e crianças menores de 12 anos. Normalmente, eles colocam uma barreira laranja na plataforma e um guardinha fica controlando o acesso das pessoas à área específica. Preferi usar esses vagões inclusive fora do horário do rush.
9. Dá para ir de/para o aeroporto de metrô, mas só recomendo a aventura se você estiver com pouquíssima bagagem e não for hora do rush. Não conte com escadas rolantes.
10. Aviso importante para os mais desatentos: na maioria dos vagões não há letreiro indicando a próxima estação e nem chamada auditiva. Leve um mapa do metrô. Há mapas das linhas nos vagões, mas peguei algumas composições que tinham o mapa de outra linha, não da linha em que eu estava!
11. Por falar em mapa do metrô, o que me deram no quiosque de atendimento ao turista na praça Zócalo era bem ruim! Não dava para localizar bem as linhas e as estações.
12. Por último, em questão de segurança, tome as mesmas precauções que tomaria no metrô brasileiro. Meninas que viajam sozinhas: achei o assédio um tantinho pior que no Brasil. Nada que impeça de usar o metrô, mas evite o horário do rush e se não tiver jeito embarque nos vagões exclusivos para mulheres.
Veja também o post do Sunday Cooks sobre o metrô mexicano aqui.
Foto by Lu Malheiros

domingo, 6 de julho de 2014

Praias da Tailândia, dicas para ler antes de viajar

O título desse post poderia ser: "Como não se aborrecer viajando pelas praias da Tailândia". Ou ainda, "Guia de sobrevivência nas praias tailandesas". Escolhi o mais simples para não assustar ninguém. Vamos lá.
1- Qual a melhor época para viajar? Esse é o ponto chave para você aproveitar ao máximo as praias. Como a Patrícia do Turomaquia já falou é essencial planejar bem a época da viagem. As praias mais bonitas são as que ficam no mar de Andaman (Phuket, Phi Phi, Krabi), porém, dependendo da época do ano, é melhor ir para ilhas que ficam no Golfo da Tailândia como Koh Samui. Isso por que o período das monções é diferente para essas regiões. Entenda que marcar uma viagem para as praias tailandesas durante as monções não significa que você deve pegar uma chuvinha, mas que provavelmente vai chover muito! Significa, ainda, que os deslocamentos, mesmos nos barcos grandes, podem ficar comprometidos. Mesmo que as viagens nas embarcações maiores sejam mantidas, boa parte dos passeios pelas praias tailandesas se resume a conhecer ilhas próximas à sua "ilha base" e isso pode não ser possível durante as monções. Chegar até Phi Phi e não poder ver Maya Bay deve ser ruim! Recomendo que você veja esse post do 360 Meridianos; eles estiveram em Phuket na época errada.
2- Que ilhas conhecer? Em que ordem? Estude detalhadamente os trajetos entre as ilhas que quer conhecer. Os deslocamentos demoram e os horários dos barcos podem não se adequar aos horários de seus voos. Alguns percursos são realizados em barcos pequenos do tipo long tail boat e que comportam de 12 a 15 pessoas. Eles não tem horário certo para sair e o barqueiro só sai quando o barco estiver cheio. Se o tempo estiver ruim o barco pode até não sair! 
Além disso, não há um único porto (se é que dá para chamar de porto...) para todos os destinos. Vindo de  Phi Phi chega-se à Krabi em um porto, mas para ir de Krabi para Railay East os barcos partem de outro! 
3- Bagagem. Mesmo nas embarcações grandes que fazem, por exemplo, o trajeto entre Phuket e Phi Phi você não vai contar com a ajuda de ninguém para carregar a sua bagagem. Viaje leve! Sua linda malinha ficará empilhada no meio de outras tantas. 
Prepare-se para o caos na hora de conseguir um espaço para a coitada e, depois, para retirá-la. 
Quando você pega um barco pequeno sua malinha/mochila também não será tratada com carinho e, às vezes, o barqueiro não te ajuda nem a entrar no barco! Ah! Dependendo do vento e da maré ela também pode ficar ensopada molhada.
4- Barcos. Demos sorte e pegamos um ótimo barco de Phuket para Phi Phi: ar condicionado, lanche gostosinho e TVs passando shows. De Phi Phi para Krabi não demos tanta sorte: ar condicionado mixuruca, nada de lanche ou TVs e tinha umas baratinhas francesas passeando pelo barco...
5- Portos. Os portos são precários. Tá esperando padrão Fifa? Esquece. De Phi Phi para Krabi, ficamos aguardando o barco por mais de 30 min debaixo de um sol de fazer inveja a qualquer verão carioca. 
De Krabi para Railay East chegamos na maré alta. O pier flutuante balançava tanto que pensei que seria catapultada até a calçada ou lançada na água. Em Railay West, onde pegamos o long tail boat para Ao Nang, não há porto, pega-se o barco na beira da praia. Literalmente pé na areia. E não tem ninguém disposto a te ajudar por uns trocados.
6- Preço de hospedagem. Phi Phi tem praias lindas e é tudo aquilo que você já viu em outros blogs, filmes e revistas de turismo. Só te esqueceram de falar que a hospedagem em um hotel médio lá não segue os preços baratos do resto da Tailândia. A Pat tem um post sobre hospedagem em Phi Phi aqui.
7- Passeios entre ilhas próximas. Procure alugar um long tail boat e fazer passeios privativos, faz diferença. Sai mais caro? Sim, mas ainda é barato. Não que as excursões sejam ruins, a minha experiência em Ao Nang foi boa, mas poder chegar em Maya Bay antes de quase todo mundo é maravilhoso. 
Vou parando por aqui, pois a essa altura você deve estar achando que odiei as praias tailandesas. Não é verdade, gostei dos passeios por que fui na época certa, peguei dias lindos e já tinha uma ideia do que me esperava. 
Todos os posts das minhas viagens ao Sudeste Asiático estão organizados aqui.
Fotos de Lu Malheiros

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Tailândia, três anos depois, o que mudou?

Estive pela primeira vez na Tailândia em fevereiro de 2011 e voltei em fevereiro de 2014. O que mudou nesses três anos?
1. O grande problema antes da viagem foi acompanhar a situação política do país e definir se era seguro viajar para lá. Como disse aqui o melhor a fazer é acompanhar o site e os twitters do Richard Barrow (@RichardBarrow). Chegando lá, não passamos por nenhuma dificuldade, mas mantivemos distância das manifestações. 

2. Cancelei a reserva que havia feito em um hotel próximo à região dos shoppings em Bangkok - para a segunda parte da viagem, quando ficaria sozinha - pois era um dos lugares que concentrava grande número de manifestantes. Mudei para um hotel próximo a estação Saphan Taksin do BTS e do rio Chao Phraya. Foi bom não ter feito uma reserva com pagamento antecipado!

3. O aeroporto de Survanabhumi continua excelente! Dessa vez, como viajei com um smartphone, comprei um chip no próprio aeroporto. A Patrícia do Turomaquia dá todas as dicas aqui

4. Não tem jeito, a possibilidade de você encontrar o Grande Palácio lotado é grande!

5. Andei mais de barco em Bangkok, exatamente pelo fato de ter ficado hospedada perto do Chao Phraya. Andar de barco é muito prático, te livra de engarrafamentos e o pôr do sol visto do rio é lindo, mas eu não consegui entender a variação (pequena) nos preços das tarifas cobradas, mesmo pegando o mesmo tipo de barco! Nada para se preocupar, o transporte é barato!


6. Segunda vez, também, em Chiang Mai e não poderia ter sido melhor! Me diverti com o festival das flores e a Pat me apresentou aos queridos Átila e Ludmy do ótimo Vou Contigo! Fizemos um passeio de elefantes juntos que eles contam como foi aqui. Não sou muito fã desses passeios, pois fico com receio dos animais não serem bem tratados. Ainda bem que tivemos uma boa experiência, os animais estavam em ótimo estado e pareceram ser bem cuidados.

7. No quesito compras o que me chamou mais a atenção foi a dificuldade em barganhar. Seja no Chatuchak ou nas ilhas, havia pouquíssima margem de negociação.


8. Ano do cavalo no horóscopo chinês e os shoppings estavam decorados, mas achei que o coelho (animal de 2011) tem mais prestígio entre os tailandeses! Uma ressalva, 2014 é ano do cavalo de madeira considerada uma combinação melhor do que com o elemento fogo. uma combinação considerada extremamente negativa. 

Todos os posts das minhas viagens à Tailândia e ao Sudeste Asiático estão organizados aqui

Fotos de Lu Malheiros

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O que fazer em Chiclayo


Chiclayo não é a cidade mais visitada do norte do Peru e é mais fácil conhecer alguém que já tenha ido à Cajamarca ou a Trujillo. Afinal de contas, por que ela entrou na minha viagem? E o que fazer lá?

Museu Tumbas Reais de Sipán 
Esse é o museu que todo mundo quer conhecer. O Tumba Reales de Sipán é lindo, as peças estão bem expostas, as salas são climatizadas (sem que se morra de frio lá dentro), mas infelizmente é proibido fazer fotos de sua coleção: a entrada com máquinas fotográficas ou celulares não é permitida. A bolsa ou a mochila tem que ficar em um guarda volumes; entrei somente com a minha carteira. 
O senhor de Sipán foi um alto governante do século III provavelmente da cultura mochica. Sua tumba foi descoberta em 1987 e é considerada a mais importante descoberta arqueológica peruana dos últimos 50 anos. Os achados mais importantes deram origem a coleção do museu que foi inaugurado em 2002.
No final da visita fiquei com vontade de comprar alguma lembrança, mas a lojinha do museu era bem fraquinha. 
Aqui é possível ver um vídeo do interior do museu.

Museu do Sítio Huaca Rajada - Sipán


O Museo de Sítio Huaca Rajada - Sipán complementa a visita feita ao museu Tumbas Reais. Há belíssimas peças da civilização moche (também chamada de cultura mochica ou chimu precoce). É possível fazer fotos das peças sem flash.

Sítio Arqueológico Túcume


O complexo de Túcume, localizado a 33 km ao norte de Chiclayo,  é considerado um dos sítios arqueológicos pré-hispânicos mais importantes do norte do Peru. Acredita-se que ele teve origem com a cultura Lambayeque por volta de 1.000 a 1.100 d.C. As escavações do sítio começaram no final da década de 80 do século passado com o apoio de Thor Heyerdahl, um importante explorador norueguês.
As 26 pirâmides encontradas em Túcume foram feitas de adobe e não possuem o formato pontiagudo das pirâmides egípcias. O vídeo abaixo  mostra uma reconstrução do sítio.



Museu Arqueológico Nacional Brüning
O museu é rico em cerâmicas moche e vários artefatos encontrados em sítios arqueológicos da região. 
Infelizmente, o museu não estava muito bem conservado na época em que o visitei (fevereiro/13). Brüning não possui ar condicionado e algumas peças poderiam estar melhor expostas, isto é, em vitrines mais bem elaboradas e com iluminação adequada. Fiquei com a sensação de que colocaram todo o dinheiro no Tumbas Reales e deixaram Brüning de lado! Apesar disso, se estiver em Chiclayo, não deixe visitá-lo.
Pode-se fotografar sem flash.

Como chegar
Peguei excursões para fazer esses passeios. No primeiro dia (domingo) fiz o Sítio Arqueológico de Túcume (também chamado Pirâmides de Túcume), Museu Tumbas Reais de Sipán e Huaca Rajada. Na segunda-feira muita coisa estava fechada e só consegui um passeio para a Huaca Rajada (de novo) e para visitar o Museu Brüning.
Há sempre a possibilidade de se pegar um tour privado, mas como eu estava sozinha, optei por ir em grupo.

Dicas importantes:
1. Há uma "oficina de turismo" na praça central de Chiclayo, mas não pense que ela está ligada à prefeitura. Ela é mantida por uma agência de turismo que vende os passeios. Quem já viajou pelo país sabe que costuma ser assim.
2. Não adianta fazer muita pesquisa, não há tantas opções e os preços são tabelados. Em fevereiro/13 os passeios custavam de 35 a 50 soles (cerca de US$ 12 a 18)  , sem contar os ingressos para os museus (de 8 a 10 soles)
3. Os passeios começam tarde, saem por volta de 10:00/ 10:30. Se por um lado é ótimo para dormir um pouco mais e tomar o café da manhã com calma, por outro é péssimo quando se tem que caminhar com o sol a pino. Leve água e protetor solar.
4. Os passeios são feitos em vans que costumam ir lotadas. No primeiro dia, a van estava tão cheia de passageiros que a guia veio espremida em um banquinho improvisado atrás da 1a fileira de bancos. Esqueça o cinto de segurança.
5. As estradas se encontravam em péssimas condições; um trajeto curto demorou muito mais tempo do que o previsto, pois o motorista precisou desviar de verdadeiras crateras! A estrada estava tão ruim que várias vezes chegamos a invadir a pista contrária.
6. As vans tem ar condicionado, só que ele fica desligado! Os meus pedidos para que o ar condicionado fosse ligado foram gentilmente ignorados.
7. Evite a cidade em uma segunda-feira, quase não há o que fazer! Queria ter voltado ao Tumbas Reais, porém o museu fecha às segundas.
Apesar da dificuldade de acesso, recomendo os passeios!

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Fotos de Lu Malheiros