sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O que fazer em Quito

Quito é uma capital pouco visitada por brasileiros, apesar da Tame Airlines ter voos diretos de São Paulo para lá. Gostei da cidade e acho que ela merece a visita!

Palacio de Gobierno

A visita ao palácio de governo - também conhecido como palácio presidencial ou Carondelet - é imperdível! Para entrar você precisa levar um documento de identidade original, pode ser a nossa carteira de identidade. Tem uma coisa muito simpática que eles fazem: tiram uma foto grande (20 x 15 cm) de cada visitante ou grupo nos jardins do palácio e entregam ao final da visita! Quem não sai feliz? 
Na verdade, o Centro Histórico de Quito merece ser visitado com calma. Andei pouco por lá, por absoluta fala de tempo. Meus amigos me falaram que "o centro é perigoso", mas, pelo pouco que vi, diria que não é mais perigoso que os centros das nossas capitais. 
Endereço: Avenida Chile entre Venezuela e Garcia Moreno, Centro Histórico.
Dias/horários de funcionamento: diariamente, há visitas guiadas às 10h, 11h30, 13h, 14h30 e 16h. Como o palácio é usado pelo presidente, os dias/horários de visitação podem ser suspensos em decorrência de eventos oficiais como, por exemplo, visita de chefes de estado. Confirme antes de ir!
Preço: gratuito, mas é necessário apresentar um documento de identidade original que ficará retido até o final da visita.

A Igreja da Companhia de Jesus no centro histórico é uma daquelas igrejas que fazem você pensar que está em Ouro Preto: ela é ricamente decorada! Pena que fotografar lá dentro é proibido...
Sua construção começou em 1605 e demorou cerca de 160 anos para ser terminada! Abaixo uma foto tirada na entrada da igreja só para dar uma ideia do interior.
Endereço: Benalcázar 562 e Sucre, no centro histórico
Dias/horários de funcionamento: de segunda à sexta de 9h às 17h30; sábados e feriados de 9h30 às 16h30; domingo de 13h30 às 16h30.
Preço: US$ 1,50 (em julho de 2012). Gratuito no primeiro domingo do mês.
Oswaldo Guayasamín nasceu em Quito em 1919 e é um dos maiores escultores/pintores equatorianos. A fundação que leva seu nome tem um acervo belíssimo de sua obra. Se você puder, não deixe de comprar uma das serigrafias à venda.
As obras mais interessantes, na minha opinião estão no jardim da casa
Os restos mortais do artista estão nessa urna. A construção à direita é a Capilla del Hombre.
Endereço: Mariano Calvache E18-94 y Lorenzo Chaves, Bellavista, Quito
Dias/horários de funcionamento: de terça a domingo de 10 às 17h. Confirme antes de ir!
Preço: US$ 6 (adultos), US$ 3 (estudantes, terceira idade, indivíduos com deficiência) e grátis para crianças até 12 anos. Domingo, grátis para todos.

La Capilla del Hombre
A capela do Homem é um ousado projeto de Guayasamín que foi apresentado à Unesco em 1985 tendo sua construção se iniciado em 1988. O objetivo da capela é prestar uma homenagem a todos os homens e mulheres da América. Seu interior é decorado com obras de grande dimensões criadas exclusivamente para ela.
Infelizmente, o artista faleceu em 1999 sem ter visto seu projeto finalizado.
Não é permitido tirar fotos do interior da capela.
Endereço: Lorenzo Chaves EA18-143 e Mariano Calvache, esq (Bellavista e  El Batán)
Dias/horários de funcionamento: de terça a domingo de 10 às 17h. Não abre nos feriados. Confirme antes de ir!
Preço: US$ 6  (adultos), US$ 3 (estudantes, terceira idade, indivíduos com deficiência) e grátis para crianças até 12 anos. Domingo a entrada é grátis.

O mercado de artesanato que fica, como o nome diz, no bairro Mariscal só vale a pena se você não for ao mercado de Otavalo. 
Na verdade, fiquei um pouco decepcionada com o La Mariscal, pois encontrei vários produtos com etiqueta peruana... Entretanto, como tem sempre alguém pedindo dicas de compras, decidi incluí-lo nessa lista.

Localização: Jorge Washington entre Reina Victoria e Juan León Mera.
Dias/horários de funcionamento: diariamente de 10 às 19h. De segunda à quinta, evite ir antes das 11h, pois muitas lojas ainda estão fechadas.

A estátua da Virgem de Quito está localizada no centro histórico e foi feita baseada em uma escultura de apenas 30 cm do século  XVIII. Se você não tive tempo de ir ao TelefériQo (ver abaixo) visite  esse mirador para ter uma bela vista da cidade.
Localização: ao sul da Plaza Santo Domingo no centro.
Como chegar: melhor pegar um táxi. Até dá para ir a pé desde o centro histórico, mas o local é tido como perigoso, melhor não arriscar.
Dias/horários de funcionamento: de segunda à sexta de 9h às 18h. Sábado e domingo de 9h às 17h. Confirme antes de ir!
Preço: US$ 2 (em julho de 2012)

TelefériQo
O melhor jeito de ter uma visão geral de Quito é andando nesse teleférico que sobe a encosta do vulcão Pichincha e é considerado o mais alto teleférico do mundo. Quando fui em julho de 2012, achei o lugar um pouco abandonado, mas a visita vale a pena! A subida dura uns 10-15 min e é importante levar um casaco, pois faz frio no topo.
Ao descermos do teleférico, encontramos um caminho que leva a uma igrejinha. A vista da cidade, a 4.100 m de altitude é linda, mesmo em um dia nublado!


Dá até para ver um vulcão (não me lembro o nome do da foto!)
Endereço: Calle Arnulfo Araujo com Avendia Ocidental
Como chegar: Veja o post do Esse Mundo é Nosso. Tem um mapinha com a localização aqui.
Dias/horários de funcionamento:  Não consegui confirmar as informações no site oficial. A maioria dos sites pesquisados informa que ele abre de segunda a sexta de 9h às 18h; sábados e domingos de  9h às 20h. Confirme essa informação antes de ir!
Preço: US$ 8,50 para estrangeiros em julho/12.

A chamada "Cidade metade do mundo" fica onde, teoricamente, estaria localizada a linha do Equador. Na verdade, a linha passa por um outro local, próximo à cidade. Não interessa, ir até lá é uma daquelas visitas obrigatórias, mas que também se enquadram, na minha opinião, no quesito "viu, tá visto". Faça como todo mundo e tire uma foto com um pé no sul e outro no norte.
Como chegar: localizada a 20 km do centro de Quito, a forma mais cômoda de conhecer o local é pegando um tour saindo de Quito. Dê uma olhada no post do Esse Mundo é Nosso onde eles falam como combinar uma visita à metade do mundo com o TelefériQo (ver acima) usando transporte público + táxi!
Dias/horários de funcionamento: todos os dias do ano de 9h às 18h.
PreçoUS$ 2  (adultos) e US$ 1 (estudantes, terceira idade, indivíduos com deficiência). Na "cidade" há ainda um planetário e um museu etnográfico, pagos à parte, e que não visitei.

Conhecer uma cidade pelas mãos de amigos é uma experiência única. Obrigada Norma e German pelo carinho! 
Todos os post da viagem ao Equador estão listados aqui.
Fotos de Lu Malheiros

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Hospedagem em Quito: Hotel Vieja Cuba

Me hospedei no Vieja Cuba em final de julho/início de agosto de 2012. A escolha se baseou na localização e  nas boas revisões no booking (8,7). O hotel não possui elevador e o pessoal do hotel me ajudou com a pouca bagagem.
O quarto em que fiquei era bastante agradável:  tinha uma cama de casal e uma de solteiro, garrafa de água de cortesia, espelho e um local para colocar a mala.



O banheiro não era muito grande, mas era bom e tinha secador de  cabelo. O box tinha uma cortina de plástico feia, mas limpa.

Hotel: Vieja Cuba
La Niña N26-202 y Diego de Almagro
170150, Quito, Equador
Reserva: pelo booking, 15 dias antes da viagem
Preço (em novembro/13): US$ 72 para casal (sem 12% de taxa) e com café da manhã.
Voltaria? Sim. Atenção: o hotel fica um pouco longe da praça Foch, não recomendo ir à pé!
Adorei: O pessoal do hotel foi muito simpático.
O que poderia ser melhor: A água do chuveiro era difícil de regular, ora saia quente, ora fria. O WiFi só pegava nas áreas comuns.
Esse post não foi patrocinado e reflete a minha opinião no período em que me hospedei no hotel. Não deixe de ler mais opiniões no Tripadvisor, no Viaje na Viagem e em sites de reserva de hotéis. Os serviços prestados podem variar com o tempo seja, por exemplo, por uma obra ao lado ou pela mudança na administração do local, dentre outros.
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Fotos de Lu Malheiros

sábado, 2 de novembro de 2013

Chordeleg, a cidade dos filigranas

Chordeleg é uma pequena cidade, perto de Cuenca, Equador. Ela é famosa por seu trabalho em filigrana, especialmente em prata. Há inúmeras joalherias na cidade, não tem como não achar algo bonito.
Como cheguei muito cedo, as lojas ainda estavam fechadas. Decidi dar um pulo no mercado municipal e andar um pouco pela cidade. Mercados são ótimos locais para se bater papo com as pessoas!
Como não poderia deixar de ser, o centro tem uma igreja e uma praça.
Por acaso, acabei encontrando com duas moças de Quito que havia conhecido no dia anterior no spa Piedra de Agua. Decidimos passear juntas pela cidade.
O comércio não é só de jóias/bijuterias, há lojas de roupa e artesanato.

Paramos para almoçar no Punto Verde, um restaurante ajeitadinho. Comi uma boa massa com frango que custou cerca de US$ 5.
Depois do almoço, voltamos a bater perna pela cidade... 
Encontramos algumas ruas enfeitadas com esse brinco chamado de candonga, típico da região. 
[Fiquei muito feliz quando o Riq Freire usou essa imagem em uma charada do Viaje na Viagem! Melhor do que isso só o título que ele deu: uma cidade joinha!]
Como chegar
Não é preciso ir de excursão! No terminal terrestre de Cuenca, procure pela viação Astudillo ou pela Cenepa, ambas têm ônibus para Chordeleg. Os mais rápidos são aqueles que vão para Sigsig e (teoricamente) direto para Chordeleg. A viagem demora cerca de uma hora e em julho de 2012 custou US$ 0,85. Na volta, é preciso ir até Gualaceo (US$ 0,25) e de lá pegar um ônibus para Cuenca (US$ 0,60), pois não há uma linha direta. Verifique os horários com o pessoal do centro de informações turísticas de Cuenca.
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Fotos: Lu Malheiros

domingo, 27 de outubro de 2013

O Centro Histórico de Cuenca, Equador, e as benzedeiras.

O centro histórico de Cuenca é belíssimo e as cúpulas azuis da nova catedral se destacam.
Andei pelas ruas do centro histórico sem um lugar específico para visitar










O grande problema de se ficar hospedado no Centro Histórico é achar um lugar que não seja barulhento. Há bastante trânsito nas ruas.
Além do casario histórico, uma outra, digamos, atração da cidade são as benzedeiras. Elas atendem no mercado municipal, às quintas e sextas, debaixo da escada rolante à  direita de quem entra.
As benzedeiras vestem um chapéu e uma bata, há duas delas no canto direito da foto abaixo, uma em pé e outra sentada.
E, sim, há fila para se benzer! Aliás, as benzedeiras que me desculpem, mas achei as pessoas da fila mais interessantes que o ritual em si! Conversei com várias mulheres que estavam levando seus filhos para serem benzidos e, também, algumas grávidas.
O ritual dura uns cinco minutos, a pessoa deve tirar bolsa e casaco e ficar de pé. Ela é "varrida" dos pés à cabeça por uns galhos de arruda (ou algo parecido). A parte ruim é a hora em que ela cospe uma "água benta" no seu rosto, fique com boca e olhos bem fechados! Depois desse processo, a benzedeira quebra um ovo em um copo de água, analisa a figura formada e, dependendo do que ela enxergar, todo o processo de "limpeza" precisa ser repetido. No meu caso, a primeira "limpeza" foi suficiente.
Infelizmente, como a fila era grande, não pude conversar com as benzedeiras! Batendo papo com outros clientes, eles me falaram que essa é uma tradição que vem se perdendo e é cada vez mais difícil encontrar boas benzedeiras.
Todos os post da viagem ao Equador estão listados aqui.
Fotos by Lu Malheiros

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Mais sobre o Peru - dicas de Puno


Esse post não tem a intenção de ser completo, outros posts serão escritos com descrições detalhadas dos passeios e da cidade.
1) Concordo com todo mundo que me disse que um dia inteiro é suficiente para conhecer as Ilhas mais visitadas (Uros e Taquile) do lago Titicaca. Entretanto, você vai pagar mais um pouco se quiser ver tudo em um dia, pois eles normalmente só fazem as duas ilhas em barco rápido. Se a grana estiver curta, vá ao porto e compra as passagens para Uros diretamente na bilheteria.
2) Fechei o tour com uma agência indicada por uma brasileira que conheci em Arequipa e que fez o passeio com poucas pessoas. Não consegui o mesmo tour e éramos 25 pessoas. 
3) Em Uros, vale a pena fazer o passeio em barco de totora. O pagamento é feito diretamente ao barqueiro que é da ilha. Preço: 10 soles. Não é hora, e não há espaço, para negociar. 
4) Em Taquile é preciso fazer uma pequena caminhada em subida para se chegar na Plaza de Armas (pequena) da ilha. Leve água, filtro solar e boné. A subida não é muito longa, só que você está a mais de 3.800m de altitude, vá devagar e aprecie a paisagem.
5) Conversei algumas vezes com a Srta Ingrid, que foi me buscar na rodoviária, sobre o turismo em Puno e e ela me pareceu de confiança. Não fechei o tour com ela por que queria achar um que levasse menos pessoas. Se você precisar de um contato em Puno escreva para kurmipunotravel@hotmail.com 
Lembro que essa é uma indicação sem fins lucrativos e que eu mesma não usei os serviços da agência.
6) Por falar em rodoviária, atenção na saída do desembarque para o hall. Há mais de uma porta e você pode acabar não saindo pelo hall central. É fácil de encontrá-lo pois é onde se amontoam todos os motoristas com plaquinhas com os nomes de passageiros.
7) Se você está hospedado perto da Plaza de Armas de Puno e vai pegar o trem da Peru Rail para Cuzco, o taxista não deve te cobrar mais de 4 soles. A estação é bem perto.
8) A viagem no  trem Andean Explorer vale todo o dinheiro gasto! Não tenho queixas, mas se é para reclamar de alguma coisa, faltou uma rede para tirar uma soneca depois do almoço. :-)
9) No trajeto Puno - Cuzco, os melhores lugares do trem são os do lado direito. Na hora de comprar a passagem pela internet não dá para escolher o lado nem a poltrona. O jeito é escrever para eles e solicitar um lugar à direita, eles atendem.
Enquanto os posts detalhados não saem, sugiro que você veja:
Ilhas Flotante de los Uros no Viagginado
Trem Andean Explorer no Turomaquia
Puno no Idas&Vindas

sábado, 31 de agosto de 2013

Mais sobre o Peru - dicas gerais e de Arequipa


Sim, estou de novo no Peru em uma viagem que é uma adaptação da que ia fazer em abril e que foi cancelada. Fiquei tão chateada em não poder usar as dicas que me deram no Viaje na Viagem que precisava, ao menos, ver o Titicaca. Pena que não foi dessa vez que deu para incluir a Bolívia na equação. Já revi Arequipa, estou em Puno e depois vou para Cuzco e Lima.
Não costumo blogar e viajar ao mesmo tempo, entretanto o soroche atacou e, seguindo os meus próprios conselhos, voltei mais cedo para o hotel.
Por enquanto, fiquem com essas dicas:
1) Achei o trânsito de Arequipa ainda pior do que o de Lima. No táxi, use o cinto de segurança. O sinal de trânsito é só uma sugestão, não confie e atravesse a rua com atenção.
2) Melhor câmbio até agora: 1 US$ = 2,82 nuevos soles. O câmbio em Arequipa está melhor que o de Puno (dica da Mary Cheng e da mãe dela, simpáticas brasileiras que encontrei em Arequipa! Obrigada.)
3) A bebida mais gelada que você vai tomar aqui é um pisco sour.(Não consigo me acostumar com a temperatura das bebidas aqui!).
4) Em 2011 eu não vi, mas tem um Tanta  colado ao Chi cha de Arequipa. Fui muito bem atendida lá.
5) Dia 30 de agosto é dia de Santa Rosa de Lima e feriado no país. Claro que eu esqueci! Não comprometeu a viagem - muita coisa abriu - mas houve uma festa pela manhã na Plaza de Armas e eu não vi, pois marquei um tour para o mesmo horário. E, sim, o tour estava lotado.
6) A previsão do tempo era de frio (máxima de 12C) para todas as cidades, exceto Lima. Fiz bobagem e trouxe mais blusas de manga comprida do que curta. Bobagem. De dia, no sol, faz um calor danado. Só esfria mesmo à noite e de manhã cedo. Nada que um bom casaco não dê jeito.
Você vai precisar de filtro solar e boné.
7) Tudo quanto é restaurante tem WiFi grátis, até os mais simples. Já devia ser assim antes, mas só entrei para o mundo dos smartphones recentemente.
8) A Patrícia doTuromaquia já falou da experiência dela em viajar com a Cruz del Sur aqui. Fiz o mesmo trajeto que ela (Arequipa-Puno) só que na parte Vip do ônibus. O serviço todo é excelente, mas tem um detalhe muito louco: cada poltrona tem a sua tela individual e cada um escolhe qual filme quer ver, entretanto, eles mantiveram, também, as telas "comunitárias" no teto do ônibus! Elas ficam ligadas o tempo todo e com o som lá em cima. Juro que se assistir  a mais algum filme de ação do tipo "o mundo vai acabar" eu surto!
9) Descobri tarde demais que o Convento de Santa Catalina tem visitas noturnas às terças e quintas de 17h às 20h. E não foi por falta de aviso!
10) Muitas vezes é vantajoso pagar um tour ou o hotel com dólares. Se você não tiver dinheiro trocado, peça o troco em dólares e certifique-se de que as notas estão em ótimo estado. Trocar dólares com um pequeno rasgo ou um minúsculo carimbo continua sendo um problemão (nessa eu não cai).
11) E por último, mas não menos importante a boa surpresa da viagem até agora foi o hotel Tierra Viva Arequipa. 
Se der, volto com mais dicas fresquinhas. 
Foto by Lu Malheiros

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ingapirca não é Machu Picchu!

Não dê ouvidos a quem diz que Ingapirca tem alguma semelhança com Machu Picchu! A única semelhança é que Ingapirca é um complexo arqueológico formado, principalmente, de construções incas, supõe-se que a principal construção foi um observatório do sol e da lua. Entretanto, a dimensão do complexo arqueológico de Ingapirca é bem mais modesta do que Machu Picchu.

Quer dizer que não vale a pena conhecer Ingapirca? NÃO! Só não crie grandes expectativas, Ingapirca tem seu valor!
Agora que você já sabe que não estará diante de uma segunda Machu Picchu, vamos ao que interessa.
A primeira boa notícia é que dá para conhecer Ingapirca utilizando transporte público. Basta ir ao terminal terrestre de Cuenca e procurar a viação Cañar.
Em julho/12 a passagem custava US$ 2,50 e paguei US$0,10 para entrar na plataforma. De segunda à sexta os ônibus saem às 9h e às 12h20 e retornam para Cuenca às 13h10 e às 15h45. Nos finais de semana a frequência é menor: os ônibus saem às 9h de Cuenca e retornam às 13h10. Chegue um pouco antes do horário, principalmente se estiver viajando de junho a setembro. Meu ônibus saiu lotado. A viagem dura entre 1h30 e 2h. Cuidado com a bagagem.
Ao chegar em Ingapirca, há guarda-volumes!
Os ônibus ficam estacionados bem na entrada do complexo arqueológico, não dá para se perder.
A entrada custa US$ 6 para estrangeiros e US$ 2 para equatorianos e a visita é feita com um guia que fala inglês ou espanhol. O complexo não abre nos dias 01/01, 01/05 e 25/12.
Antes de ir para as ruínas, há um  museu minúsculo pequeno com peças encontradas lá.
Ingapirca significa muro ou parede do inca e é o sítio arqueológico inca mais importante do Equador. Não parece, mas ele está a 3160 m de altitude do nível do mar, cuidado com o mal da altitude.


O Inti Raymi também é celebrado em Ingapirca!

As ruínas apresentam uma mistura entre as culturas cañari (primeiros habitantes do local) e inca.
O vale onde Ingapirca está localizado é muito bonito. Dei sorte e peguei  um dia lindo!
Na saída, perto do centro de atendimento, há umas lojinhas. Não achei nada interessante por lá e o preço era mais caro do que em Cuenca.
Avaliação final: se você tem tempo sobrando em Cuenca, Ingapirca vale a visita. Se você quiser ficar menos tempo no complexo, é possível pegar um ônibus até Azogues e de lá outro para Cuenca.
Todos os post da viagem ao Equador estão listados aqui.
Fotos by Lu Malheiros