terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ingapirca não é Machu Picchu!

Não dê ouvidos a quem diz que Ingapirca tem alguma semelhança com Machu Picchu! A única semelhança é que Ingapirca é um complexo arqueológico formado, principalmente, de construções incas, supõe-se que a principal construção foi um observatório do sol e da lua. Entretanto, a dimensão do complexo arqueológico de Ingapirca é bem mais modesta do que Machu Picchu.

Quer dizer que não vale a pena conhecer Ingapirca? NÃO! Só não crie grandes expectativas, Ingapirca tem seu valor!
Agora que você já sabe que não estará diante de uma segunda Machu Picchu, vamos ao que interessa.
A primeira boa notícia é que dá para conhecer Ingapirca utilizando transporte público. Basta ir ao terminal terrestre de Cuenca e procurar a viação Cañar.
Em julho/12 a passagem custava US$ 2,50 e paguei US$0,10 para entrar na plataforma. De segunda à sexta os ônibus saem às 9h e às 12h20 e retornam para Cuenca às 13h10 e às 15h45. Nos finais de semana a frequência é menor: os ônibus saem às 9h de Cuenca e retornam às 13h10. Chegue um pouco antes do horário, principalmente se estiver viajando de junho a setembro. Meu ônibus saiu lotado. A viagem dura entre 1h30 e 2h. Cuidado com a bagagem.
Ao chegar em Ingapirca, há guarda-volumes!
Os ônibus ficam estacionados bem na entrada do complexo arqueológico, não dá para se perder.
A entrada custa US$ 6 para estrangeiros e US$ 2 para equatorianos e a visita é feita com um guia que fala inglês ou espanhol. O complexo não abre nos dias 01/01, 01/05 e 25/12.
Antes de ir para as ruínas, há um  museu minúsculo pequeno com peças encontradas lá.
Ingapirca significa muro ou parede do inca e é o sítio arqueológico inca mais importante do Equador. Não parece, mas ele está a 3160 m de altitude do nível do mar, cuidado com o mal da altitude.


O Inti Raymi também é celebrado em Ingapirca!

As ruínas apresentam uma mistura entre as culturas cañari (primeiros habitantes do local) e inca.
O vale onde Ingapirca está localizado é muito bonito. Dei sorte e peguei  um dia lindo!
Na saída, perto do centro de atendimento, há umas lojinhas. Não achei nada interessante por lá e o preço era mais caro do que em Cuenca.
Avaliação final: se você tem tempo sobrando em Cuenca, Ingapirca vale a visita. Se você quiser ficar menos tempo no complexo, é possível pegar um ônibus até Azogues e de lá outro para Cuenca.
Todos os post da viagem ao Equador estão listados aqui.
Fotos by Lu Malheiros

domingo, 28 de julho de 2013

Onde comer (e beber) no Centro Histórico de Lima

Muita gente passa correndo por Lima e mal tem tempo de conhecer o Centro Histórico que , na minha opinião, tem tantas atrações legais que vale a pena reservar um dia só pra passear lá. Duvida? Dá uma olhada nesse post da Manu Tessinari.

Onde almoçar ou lanchar
Atenção, o horário de maior movimento nos restaurantes é entre 13h e 14h.

L'eau vive
Quem me deu a dica foi o pessoal do 3B Barranco's Boutique B+B onde estava hospedada. O restaurante é comandado por freiras francesas da comunidade de trabalhadoras missionárias da Imaculada Conceição e é uma ilha de tranquilidade no agitado centro limeño. Se você precisa de uma pausa da tradicional comida peruana, achou o lugar certo.
Isso sem falar que o casarão onde ele está é uma graça. Com sorte, você ainda pode bater papo em português com alguma freira que morou no Brasil. Ah! Se você arranhar francês também não vai faltar assunto!  Independentemente da língua, o atendimento é fraterno.

Eles abrem para almoço das 12h30 às 15h e vale a pena escolher os pratos do menu . Dá uma olhada: 


Três saborosos pratos por 30 soles, cerca de US$ 12! 
Se você chegar tarde, pode ser que o menu do almoço tenha acabado! Mesmo assim, dá para pedir a la carte. Um prato sai, em média, por 25 soles (US$ 10).

Endereço: Jirón Ucayali, 370. 

Tanta
O Tanta é uma das redes de restaurantes do famoso chef Gastón Acurio. Eles servem comida peruana de boa qualidade e com  preços bastante acessíveis. Da última vez que estive em Lima, não almocei lá, mas fiz uma pausa à tarde para comer uma torta de limão e tomar um delicioso suco (eles tem misturas muito boas!)
Endereço no centro: Pasaje Nicolas de Rivera, 142. Perto da Plaza de Armas.
Mais sobre o Tanta aqui e aqui. 

San Ambrosio
Quem me indicou a Trattoria San Ambrosio foi uma simpática moça que trabalha no Museu do Banco de la Reserva. Falei que estava com vontade de comer uma salada e que já havia ido ao Tanta.
O San Ambrosio é um restaurante simples que serve alguns pratos fixos que eles chamam de "almoço light". As opções ficam expostas em um balcão na entrada e isso facilita a vida de quem não domina a língua. Além da salada, o menu inclui um prato de massa e um copo de refresco.
Não se assuste com a aparência do frango grelhado, ele não está cru! Peça um mais corado.
Quando fui, a massa que acompanhava a salada era un penne ao pesto que, para mim, estava um pouco cozida demais.
Fui muito bem atendida, achei o lugar limpo, a comida honesta, enfim, a experiência valeu a pena! Preço: 11 soles (US$4,50)
Endereço: Jirón Huancavelica, 178.

Cordano
Indicação certeira da querida Manu Tessinari. O Cordano foi fundado em 1905 e faz parte da história da cidade. Fica perto do Palácio de Governo e, dizem, muitos presidentes já sentaram em suas mesas. Não encontrei o Humala lá não! 
O sanduíche deles é famoso, mas fui de suspiro limeño.

Combine uma ida ao Cordano com uma visita ao Museu Bodega y Quadra que fica na mesma rua.
Endereço: Jirón Ancash esquina com Carabaya.

E, finalmente, a dica de onde beber:

Bar do Hotel Maury
Os chilenos discordam, mas, segundo os locais, aqui foi criado o pisco sour. O bar fica à esquerda de quem entra pelo hotel e, nossa!, o ar condicionado estava ligado!
Tomei o meu pisco no balcão mesmo

Não é recomendável beber pisco de estômago vazio! A bebida sobe rápido! O Maury fica perto do restaurante L'eau vive e você pode tomar seu pisco depois do almoço.
Paguei 14 soles (US$ 5,50) com a gorjeta
Endereço: Jr Ucayali, 201
Fotos by Lu Malheiros

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Parque Nacional Cajas, Equador

O Parque Nacional Cajas está localizado a cerca de 45 min  de Cuenca e foi o único passeio que fiz com uma agência de turismo, a Cazhuma Tours. Paguei US$ 43 (em julho/12) e foi quase um tour particular: só eu, o guia e mais 2 moças. O almoço estava incluído no preço.
O ingresso no parque é gratuito, mas é preciso registrar-se ao entrar. Você deve levar um documento de identificação, pode ser carteira de identidade ou passaporte.
Primeiro a gente fez uma caminhada curta em volta dessa Lagoa. Essas ruínas da foto são de uma antiga fábrica de cerveja.




Depois, pegamos o carro, fomos para outro ponto e partimos para uma caminhada mais para dentro do parque que começou na Lagoa Toreadora. Nada muito difícil, digamos que de dificuldade média para quem não tem preparo físico.
É recomendado levar: roupa impermeável e protegida, protetor solar, água, alimentos calóricos e sapatos confortáveis e impermeáveis. No quesito sapato um alerta: o pessoal do tour te oferece uma bota de plástico de cano longo tipo "sete léguas", pois há alguns trechos alagados. Eu estava com a minha bota de trekking e fiquei com medo dela ficar imunda com a caminhada. Decidi, então, usar a bota de plástico. Não chegou a ser uma escolha errada, se tivesse ido com a minha bota ela estaria imprestável no final, mas caminhar mais de 2 horas com a bota de plástico também não foi confortável!

É importante lembrar, também, que Cuenca está a 2.500 m de altitude, baixo se comparado a Cusco (Peru) que está a 3.500 m, só que há trechos nesse passeio que estão a 3.900m! Enfim, se você estiver vindo de uma cidade que está ao nível do mar, melhor não fazer esse passeio logo ao chegar à Cuenca.





 Andar por esse bosque é bem legal, só precisa ter cuidado com as inúmeras raízes!
O ecossistema de Cajas é chamado de páramo andino, não achei uma boa tradução para o português, mas a Wikipedia me diz que é um tipo de tundra. Sinceramente, nunca tinha visto nada igual e lamento não ter fotos que expressem bem a beleza do lugar.
O parque foi criado em 1977 e, desde 2002, a administração, manejo e gestão do parque estão a cargo da ETAPA, empresa municipal de telefones, água potável e saneamento ambiental. Mais informações sobre o parque aqui.
Claro que acabamos vendo pouco de tudo que o parque oferece. Entretanto, pelo pouco que vi, deu para perceber o cuidado com o lugar. Tudo limpo e sinalizado.
Depois das caminhadas, o almoço foi mais do que bem vindo.
Essa bebida rosa é um refrigerante de morango, o fioravanti de fresa. Gostei mais do que inca kola.
 Uma das melhores sopa da viagem (locro de papa): batata com um pedaço de abacate. Não curto abacate, mas ele não atrapalhou, foi só tirar. 
A truta parece feia, mas estava deliciosa!
Tempo total do passeio: cerca de 8h.
Quem é fã de caminhadas vai ficar com um gostinho de quero mais!
Todos os post da viagem ao Equador estão listados aqui.
Fotos by Lu Malheiros